A decisão consolida a parceria entre a liga e o Governo da Nova Zelândia após a estreia bem-sucedida do evento no início deste ano, garantindo que os melhores surfistas do planeta retornem a Aotearoa, à icônica ponda esquerda de Manu Bay, em Raglan.

Considerada há décadas uma das ondas mais respeitadas do mundo, Manu Bay nunca havia recebido uma etapa do mais alto nível da competição até a realização do evento inaugural do CT, em maio. Com um longo corredor de esquerda capaz de combinar surfe progressivo de alta performance e o tradicional trabalho de rail, a praia se impôs como um palco obrigatório para os fãs da modalidade. A atuação impecável do atual campeão mundial Yago Dora (BRA), a aula de estilo em regular assinada por Sawyer Lindblad (EUA) e as vitórias históricas das campeãs mundiais e medalhistas olímpicas Carissa Moore (HAV) e Italo Ferreira (BRA) reforçaram que a chegada de Raglan ao CT já era esperada há tempos.

"A WSL está muito animada para ver o CT retornar a Raglan em 2027", afirmou o presidente da WSL para a região Ásia-Pacífico, Andrew Stark. Segundo ele, o local reúne uma herança surfística profunda, ondas de padrão mundial e uma comunidade local extremamente engajada, características que, somadas ao sucesso do evento de 2026, devem repetir a boa recepção de atletas e público em 2027. O dirigente agradeceu publicamente o apoio do Governo neozelandês para viabilizar o retorno da etapa, além do acolhimento das comunidades de Waikato e Raglan, destacando o entusiasmo e o comprometimento de todos os envolvidos na construção de uma edição inesquecível do Championship Tour.

O CT da WSL conta com o apoio do Pacote de Atração de Eventos do Governo da Nova Zelândia. A ministra do Turismo e Hospitalidade, Louise Upston, celebrou a confirmação, ressaltando que trazer de volta os melhores surfistas do mundo a um dos points mais icônicos do país projeta Raglan e a região de Waikato para um público global. Para a ministra, a decisão reflete a estratégia neozelandesa de apostar em grandes eventos capazes de atrair visitantes, movimentar negócios locais e gerar benefícios duradouros para as comunidades, com impacto econômico real — do qual o retorno da WSL é mais um exemplo concreto.

Além da presença internacional, a edição de 2026 do New Zealand Pro também abriu espaço para o talento local, com os neozelandeses Billy Stairmand, Alani Morse e Tom Butland disputando em casa contra os melhores do mundo. Ao garantir a permanência do evento no calendário, a WSL assegura que novos nomes da Nova Zelândia continuarão tendo a chance de testar seu nível diante da elite mundial em solo próprio, dando sequência à tradição competitiva do país no surfe. Em 2027, essa oportunidade se repetirá por meio de duas vagas de wildcard destinadas a surfistas neozelandeses classificados em uma etapa de trials local.

O calendário completo do Championship Tour da WSL para 2027 será divulgado ainda este ano.

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