Se você tem o desejo de estudar espanhol fora do país, seja por necessidade ou apenas interesse de falar um novo idioma, Salamanca pode ser o destino perfeito.
Ela é uma daquelas cidades que a própria rua já funciona como atração turística. Localizada na comunidade autônoma de Castela e Leão, no oeste da Espanha, a pouco mais de 200 km de Madri, e é conhecida principalmente por três elementos: a Universidade de Salamanca, o centro histórico monumental e a arquitetura de pedra dourada.
A Universidade de Salamanca foi fundada em 1218 por Alfonso IX de León e é considerada a universidade mais antiga da Espanha ainda em funcionamento. Sua fachada é um espetáculo à parte, sendo toda esculpida à mão, contendo ornamentos, figuras religiosas e brasões. A obra de arte talhada em pedra, também é palco de uma tradição salmantina, onde os estudantes devem encontrar uma pequena rã esculpida no palacete para que possam ir bem em seus exames.


Outro cartão postal da Ciudad Dorada são suas belas catedrais, uma chamada de Vieja que começou a ser construída no século XII e outra de Nueva que, apesar da alcunha de nova, surgiu em 1513. Suas fachadas e arquitetura medieval fazem parte do visual de Salamanca e uma visita é indispensável. Ambas instalações são vizinhas e conectadas, o que faz com que as pessoas se refiram como La Catedral, este fator facilita muito a visita.


Vista de cima da catedral, ao fundo o rio Tormes e a Ciudad Nueva

Vista panorâmica da catedral para o centro histórico salmantino.


Interior da catedral.
Ao visitar Salamanca, é importante saber a diferença entre a Ciudad Nueva e a Ciudad Vieja de Salamanca. Conectadas pela Puente Romana, outro cartão postal da cidade, e atravessadas pelo rio Tormes, a cidade nova é localizada ao sul da ponte e é majoritariamente residencial. Ela conta com casas, prédios, mercados e não recebe muitos turistas. Entre o maior ponto de interesse está o Estádio Reina Sofía, casa de um dos times de futebol da cidade, o Unionistas FC. Já a Parte Velha, localizada do outro lado da ponte, conta com todos os hotéis, o centro histórico, a plaza mayor, as catedrais, universidades e diversos outros pontos de turismo.

Catedral vista da ponte romana.

Pintura “El cielo de Salamanca” (1480) de Fernando Gallego. Ela está localizada no pátio das Escolas Maiores da Universidade de Salamanca, e é considerada pelos moradores a “Capela Sistina” da cidade.
A vida noturna de Salamanca também é muito agitada com diversos bares, restaurantes, e boates frequentadas majoritariamente pelos universitários. O coração disso tudo é a plaza mayor, onde as pessoas se reúnem de noite para se encontrar para beber, jantar, ou apenas conversar.

Plaza mayor à noite.

Fachada da prefeitura de Salamanca, localizada também na plaza mayor.
Um restaurante famoso na cidade é o O Hara´s Irish Pub, que junta a estética do pub irlandês com a culinária espanhola. As recomendações são o hambúrguer da casa com jamón ibérico e molho de cerveja, o “codillo de cerdo” que leva joelho de porco acompanhado de molho e batatas fritas, e o “bocadillo marinero”, um sanduíche acompanhado de camarão, salmão defumado e molho de alho. Tudo isso acompanhado de uma cerveja Estrella Galícia ou sangria. O lugar é ótimo para conhecer pessoas novas, comer bem e assistir futebol.

“El Clássico” no pub O Hara´s.

Cerveja Paulaner servida no bar.
Em relação ao clima, Salamanca costuma ser bem extrema. Durante o verão as temperaturas podem bater a casa dos 40 graus, e no inverno despencam até os -5º negativos. O mês mais indicado para visitar a cidade dourada é maio, que conta com temperaturas amenas e poucos turistas ainda estabelecidos na cidade. Durante o inverno, tive a oportunidade de ver uma longa camada branca de neve cobrir as ruas e os prédios salmantinos.



Para visitar a cidade sem pressa, recomendam-se 2 dias inteiros. O melhor de Salamanca não é correr de atração em atração, mas caminhar pelo centro histórico, entrar numa rua estreita porque ela parece interessante, parar numa praça e admirar a estética medieval contrastando com a Idade Contemporânea.

