Nasci gaúcho. Vim ao mundo lá no Sul, mas com apenas 3 anos de idade desembarquei no Rio de Janeiro — e é aqui que, na prática, minha vida inteira aconteceu. Hoje, aos 51 anos, posso dizer com propriedade: conheço este lugar como poucos. Foram 15 anos vivendo na Zona Sul e, de lá para cá, 33 anos — e contando — na Barra da Tijuca. Ou seja: quase meio século de Rio de Janeiro correndo nas veias.

E não foi só de bairro em bairro que rodei. O trabalho sempre me levou para todos os cantos desta cidade gigante e diversa, e nessas andanças fiz — e sigo fazendo — amizades para a vida toda. Porque se tem uma coisa que aprendi nesses anos todos é que o carioca é gente maravilhosa. Trabalhar aqui, viver aqui, é demais.

Um cartão-postal que também é lar

Tem gente que vê o Rio só pelas fotos: o Cristo Redentor de braços abertos lá no alto do Corcovado, o Pão de Açúcar recortando a Baía de Guanabara, as praias intermináveis de Copacabana, Ipanema e, claro, a minha Barra da Tijuca. Eu vejo tudo isso todos os dias — e ainda assim não me canso. As montanhas que cercam a cidade, o verde que insiste em conviver com o concreto, o mar que muda de cor dependendo da hora do dia: essa é a beleza natural que faz do Rio um lugar único no mundo, e que eu tive o privilégio de ter como cenário da minha vida inteira.

Foi aqui, aliás, que aprendi a surfar. As ondas cariocas — de Ipanema à própria Barra, passando por Recreio e Prainha — me deram algumas das melhores tardes da minha vida. Tem pouca coisa que se compara à sensação de pegar uma onda com o Rio de Janeiro como pano de fundo.

Maracanã, meu templo

E não dá para falar de Rio sem falar de futebol. O Maracanã é, para mim, um templo — não tem outra palavra. Já vibrei muito ali dentro, já vi títulos, já chorei de emoção nas arquibancadas. Sou Flamengo até o último fio de cabelo, e cada visita ao estádio é like reviver a primeira vez. Se você é apaixonado por futebol e nunca foi a um jogo no Maracanã, coloca isso no topo da lista — é uma experiência que não existe em nenhum outro lugar do planeta.

Defendo minha cidade — com os problemas e tudo

Sou aquele tipo de carioca de coração que entra em rota de colisão na hora que alguém fala mal do Rio. E olha, eu sei: a cidade tem problemas, como qualquer outra grande metrópole do mundo. Não vou fingir que não existem — muito pelo contrário, acho que devemos sempre discutir e cobrar soluções. Mas isso nunca ofuscou, nem de longe, tudo o que o Rio tem de bom. Quem mora aqui sabe: os defeitos não apagam a grandeza dessa cidade.

O que vem por aí nesta coluna

A partir de hoje, quero usar este espaço para compartilhar um pouco da minha experiência de décadas circulando pelo Rio — e um dos meus assuntos favoritos é gastronomia. Ao longo dos anos, por trabalho e por prazer, passei por dezenas de restaurantes, bares e hotéis da cidade, incluindo alguns dos endereços mais concorridos para hospedagem e eventos. Vou trazer aqui, nas próximas matérias, dicas de lugares que realmente valem a visita — dos clássicos que resistem ao tempo às novidades que merecem ser descobertas.

Se você também é apaixonado pelo Rio de Janeiro — seja nascido aqui, adotivo como eu, ou só visitante encantado —, essa coluna é para você. Bora explorar juntos o melhor da nossa cidade maravilhosa.

Uma das atrações: Fazer stand up na praia de Copacabana no posto 6 - Em frente ao Hotel Fairmont.

visão de um passeio de barco pela Baia de Guanabara.

Por do Sol na Baia de Guanabara com a vista linda da Ilha Fiscal.


Coluna de turismo — Universo Inesquecível