A Casa Assuf sabe: o plissado pode parecer apenas uma sequência de pregas bem marcadas. Entretanto, por trás daquele desenho regular existe uma combinação importante entre fibra, calor e técnica.

É justamente por isso que dois tecidos visualmente parecidos podem se comportar de maneiras completamente diferentes depois do uso ou da lavagem. Hoje, explicamos o que acontece e, principalmente, o que observar antes de escolher um tecido para uma peça plissada.

COMO O PLISSADO É FEITO?

Primeiramente, existem diferentes técnicas de plissagem. No plissado térmico, por exemplo, o tecido é moldado em pregas e submetido a temperatura controlada para fixar aquele formato.

No entanto, o resultado depende diretamente da composição. Algumas fibras respondem ao calor de maneira mais estável, enquanto outras exigem cuidados maiores para conservar a forma criada.

Por isso, conhecer a fibra é tão importante quanto escolher o tamanho ou o desenho das pregas.

POR QUE OS SINTÉTICOS SEGURAM MELHOR AS PREGAS?

Em bases termoplásticas, como o poliéster, o calor pode reorganizar e fixar a estrutura da fibra na nova forma. Depois do resfriamento, consequentemente, as pregas tendem a permanecer mais estáveis.

Por isso, tecidos sintéticos são bastante utilizados quando a intenção é criar um plissado térmico durável. Além disso, essa estabilidade pode ser uma vantagem em peças que terão bastante movimento durante o uso.

Ainda assim, permanente não significa indestrutível. Temperaturas excessivas no ferro, na secadora ou durante a lavagem podem alterar o acabamento. Portanto, as orientações de conservação continuam importantes.

E OS TECIDOS NATURAIS?

Já fibras naturais, como seda, algodão e linho, não apresentam o mesmo comportamento termoplástico. Assim, um plissado criado nessas bases pode depender de outros processos de acabamento e tende a exigir mais cuidado para preservar as pregas.

Água, vapor, lavagem e passadoria inadequada podem relaxar o desenho. Por isso, antes de lavar uma peça plissada de fibra natural, a Casa Assuf recomenda consultar a etiqueta e seguir as instruções específicas daquele material.

Além disso, passar o ferro diretamente sobre as pregas pode acabar justamente com o efeito que se deseja preservar.

E O CALOR CARIOCA, CASA ASSUF?

Aqui entra outro detalhe: calor e umidade também fazem parte da escolha. No Rio de Janeiro, uma peça plissada pode enfrentar altas temperaturas, suor e uso prolongado.

Nesse caso, não basta pensar apenas em qual tecido mantém melhor a prega. Também é importante avaliar peso, transparência, forro, modelagem e contato com a pele.

Assim, um plissado mais estável tecnicamente nem sempre será a melhor escolha para qualquer peça. O tecido precisa funcionar tanto para o efeito visual quanto para a ocasião e o clima.

ANTES DE ESCOLHER, FAÇA TRÊS PERGUNTAS

Na Casa Assuf, a recomendação é considerar três pontos: qual será o uso da peça, qual é a composição do tecido e como ela será cuidada depois de pronta?

Se a prioridade for máxima estabilidade das pregas, uma base sintética adequada à plissagem térmica pode oferecer vantagens. Por outro lado, se a escolha for por uma fibra natural, é importante considerar desde o início que a conservação poderá exigir cuidados específicos.

Dessa forma, o plissado deixa de ser apenas uma decisão estética. Afinal, para que aquelas pregas continuem bonitas depois da primeira saída, a escolha começa antes mesmo de o tecido chegar à máquina.

Nem todo plissado é igual: Casa Assuf aponta as diferenças

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Fotos: Elements Envato

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