O cantor, compositor e pianista Benito di Paula morreu neste domingo (18), aos 84 anos, em São Paulo. O artista estava internado no Hospital 9 de Julho e enfrentava um câncer de próstata havia aproximadamente um ano. A morte foi confirmada pela assessoria de imprensa do músico.

Considerado um dos grandes nomes da música popular brasileira, Benito ficou conhecido por combinar o samba com elementos da música romântica. Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, conquistou o público com sucessos como "Retalhos de Cetim", "Charlie Brown", "Do Jeito Que a Vida Quer" e "Mulher Brasileira".

Trajetória marcada por grandes sucessos

Nascido em 28 de novembro de 1941, em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, Benito di Paula, cujo nome de batismo era Uday Vellozo, começou sua trajetória musical em casas noturnas.

O reconhecimento nacional chegou principalmente na década de 1970, quando suas composições ganharam espaço nas rádios e consolidaram seu estilo, conhecido como "samba-joia". O piano tornou-se uma de suas principais marcas, acompanhando interpretações que misturavam romantismo e ritmos populares.

Homenagens e reconhecimento

Em 2025, Benito foi homenageado pela escola de samba Águia de Ouro, no Carnaval de São Paulo. O enredo "Em Retalhos de Cetim, a Águia de Ouro do Jeito que a Vida Quer" celebrou sua trajetória. O cantor participou do desfile ao lado do filho, o músico Rodrigo Vellozo.

Após a confirmação de sua morte, artistas e admiradores prestaram homenagens nas redes sociais, destacando sua contribuição para a música brasileira.

Velório será aberto ao público

O velório de Benito di Paula será realizado nesta terça-feira (20), das 9h às 15h, no Theatro Municipal de São Paulo, no centro da capital paulista, com acesso aberto ao público.

O sepultamento está previsto para às 17h, no Cemitério Morumby, em cerimônia reservada aos familiares.

A morte do artista encerra uma trajetória de destaque na música brasileira, marcada por composições que continuam presentes no repertório de diferentes gerações de intérpretes.