No Vale dos Desejos, casal reuniu cerca de 120 convidados em uma celebração que transformou raízes familiares em experiência, com hortênsias, cerejeira, gastronomia coreana, paebaek e dez horas de festa
Antes de Lorena e Benjamin imaginarem um casamento que reuniria Brasil e Coreia na Região Serrana do Rio, os dois já haviam dividido uma sala de cirurgia. Médicos, ela anestesiologista e ele cirurgião torácico, se conheceram durante um procedimento no Hospital Cruzeiro do Sul, em São Paulo. Naquele momento, a relação era estritamente profissional. Anos depois, aquele encontro ganharia outro significado.
O casamento aconteceu em 12 de setembro de 2026, no Vale dos Desejos, em Areal, diante de aproximadamente 120 convidados. Mas a celebração começou na noite anterior, com um encontro entre padrinhos e familiares no restaurante Cave, no próprio espaço, marcado por uma noite de pizzas.
No sábado, a proposta era fazer com que cada escolha ajudasse a contar a história dos dois. Das hortênsias ligadas às memórias de Lorena na Região Serrana à cerejeira que fazia referência às raízes coreanas de Benjamin, passando pelo menu, pelos drinks e pelas tradições familiares, o casamento foi construído a partir do encontro entre diferentes culturas.
Um pedido surpresa em Petrópolis
Pouco mais de um ano depois, em 4 de fevereiro de 2024, Benjamin escolheu justamente um lugar ligado às origens de Lorena para pedi-la em casamento.
Ela estava em Petrópolis e acreditava que encontraria apenas a mãe, o padrasto e alguns amigos para um almoço na Locanda della Mimosa. Benjamin, no entanto, também estava na cidade e havia organizado tudo em segredo com a família e a equipe do restaurante.
Quando apareceu de surpresa, ajoelhou-se diante dela e perguntou: “Lorena, amor da minha vida, você aceita se casar comigo?”. A resposta levou os dois de volta à Região Serrana dois anos depois, desta vez para o casamento.






Um casamento entre Petrópolis e a Coreia
Embora viva em São Paulo desde 2017, Lorena nasceu e cresceu na Região Serrana e queria que essa relação aparecesse na celebração. A escolha do Vale dos Desejos e a presença de profissionais da região fizeram parte desse desejo.
Ao mesmo tempo, era importante que a história da família coreana de Benjamin também estivesse presente.
A decoração assinada por Fabi Gabrich encontrou uma maneira de unir esses universos sem transformar as referências culturais em elementos isolados. A natureza do Vale dos Desejos foi incorporada ao projeto, que seguiu uma estética romântica e acolhedora, misturando referências do campo, elementos orientais e características de um casamento clássico.
As hortênsias carregaram uma memória afetiva da noiva e de sua relação com Petrópolis. Do outro lado dessa narrativa estava uma grande cerejeira integrada ao bar, que se tornou um dos principais elementos cenográficos da festa.
“Se as hortênsias me remetiam às minhas raízes petropolitanas, a cerejeira trazia para aquele cenário uma referência oriental que inevitavelmente nos fazia pensar nas raízes do Benjamin”, conta Lorena.

Uma decoração que criou ambientes dentro da festa
Em vez de preencher o espaço apenas com mesas e cadeiras, Fabi Gabrich criou diferentes ambientes de convivência. O mobiliário ajudou a construir a sensação de acolhimento que Lorena desejava, criando lugares onde os convidados pudessem permanecer e conversar ao longo das dez horas de celebração.
A iluminação também integrou a cenografia. Pontos de luz quente, luminárias em diferentes formatos e alturas e uma paleta distribuída entre flores, tecidos, móveis e detalhes ajudaram a modificar a atmosfera conforme anoitecia. As flores entraram como parte dessa construção, sem precisar assumir sozinhas o protagonismo.
“Quando entrei e vi tudo pronto, não tive apenas a sensação de que estava lindo. Tive a sensação de que estava vendo a nossa história transformada em espaço”, lembra a noiva.












Sabores também contaram a história dos noivos
O encontro entre Brasil e Coreia chegou à mesa. Para o casamento, o Maria Luiza e Barão preparou especialmente bulgogi com bap, o arroz coreano, e kimchi, levando a herança familiar de Benjamin também para a experiência gastronômica dos convidados.
No bar Lola’s, a personalização continuou. Além das estações de soju e whisky, a carta ganhou drinks autorais com nomes inspirados nos noivos, como Bengroni, Lôperol e The Golden Hwang.
Até os doramas entraram na brincadeira. Uma seleção especial trouxe drinks chamados Alquimia das Almas e Pousando no Amor. A intenção era fazer com que até uma ida ao bar revelasse alguma referência à história do casal.
Paebaek celebra a união das famílias
Uma das manifestações mais importantes da herança coreana aconteceu durante o paebaek, cerimônia tradicional realizada com as famílias.
O ritual reuniu reverências, elementos simbólicos, patos mandarins e troca de bebidas, além de momentos mais descontraídos. Para Lorena, a cerimônia representou de maneira especialmente clara o significado daquele casamento: duas histórias familiares que passavam a formar uma nova. “이제 우리는 한 가족입니다.” Ou, em português: “Agora somos uma só família.”
A tradição não apareceu como um momento desconectado do restante da festa. Assim como a cerejeira, a gastronomia e outros elementos orientais, tornou-se parte de uma celebração construída para reunir as duas origens.








O vestido que Lorena imaginava desde antes do noivado
Se muitas decisões começaram depois do pedido, uma delas já estava praticamente tomada.
Lorena conheceu o trabalho de Carlos Bacchi em 2022, quando ainda não estava noiva. Passou a acompanhar os catálogos e se identificou com os volumes, tecidos, construções e com a estética atemporal do estilista. Quando chegou o momento de escolher o próprio vestido, visitou outros ateliês, mas o desejo permanecia o mesmo.
“Eu só sabia que, se um dia eu fosse noiva, sonhava ser uma noiva Carlos Bacchi.” O modelo escolhido foi confeccionado em crepe mousson, com silhueta princesa de cintura baixa e tomara que caia de linhas limpas. Para Lorena, a construção remetia à imagem de uma deusa grega.
O contraponto veio no véu floral de organza de seda, feito à mão pela Dzeitune, em Petrópolis. Na cerimônia, Lorena entrou com o rosto coberto pelo véu até que sua mãe fosse ao seu encontro para levantá-lo e seguir ao lado da filha. Para a festa, o próprio vestido ganhou uma nova leitura.
O saiote foi retirado e a cauda recolhida para criar um efeito balonê, dando maior liberdade para que a noiva aproveitasse a pista sem precisar trocar de look.












Dez horas de música e uma pista cheia
A música acompanhou as diferentes atmosferas do casamento. Na cerimônia, a Camerata e a voz de Patricia Scagliusi conduziram os momentos mais emocionantes.
Na festa, o DJ Vitor Ventura trouxe também uma memória pessoal de Lorena. Ele já fazia parte de sua adolescência em Petrópolis muito antes de ela imaginar que estaria à frente da pista de seu casamento.
O Baile do Zen completou a programação com um repertório que passou por rock, samba, pagode, MPB e músicas brasileiras conhecidas por diferentes gerações. A proposta era criar uma apresentação em que os convidados não apenas assistissem, mas cantassem juntos. E houve tempo para isso. Foram dez horas de festa, com uma pista que permaneceu movimentada por convidados de diferentes idades.
Uma assessoria para que a noiva pudesse simplesmente ser noiva
Com cerimônia, festa, paebaek, atrações e diferentes referências culturais dentro de uma mesma programação, a organização exigia uma coordenação capaz de fazer muitos elementos acontecerem sem que essa complexidade chegasse aos convidados.
Lorena chegou à assessora Nathalia Lischt por indicação de uma amiga que havia acabado de se casar. Durante o planejamento, Nathalia passou a acompanhar a construção de cada etapa e, no grande dia, assumiu a operação para que os noivos pudessem se afastar das preocupações.
“Eu consegui ser noiva. Consegui me emocionar, conversar, fotografar, dançar, aproveitar e viver verdadeiramente aquelas horas porque existia uma equipe cuidando de tudo aquilo que eu não precisava mais enxergar”, afirma.
Até mudanças de última hora foram incorporadas. Já pronta, Lorena decidiu que gostaria de subir ao gramado para fazer fotografias que não estavam previstas no cronograma. A equipe se reorganizou e tornou o momento possível.
Para ela, foi justamente essa combinação entre planejamento e capacidade de adaptação que definiu a experiência. “No dia em que havia tantas coisas para acontecer, eu não precisei me preocupar em fazer nenhuma delas acontecer. Eu só precisei ser noiva.”







♥ DICA DA NOIVA ♥
Contratem fornecedores em quem vocês realmente confiem. Eu sei que orçamento importa, e muito. Um casamento envolve inúmeras escolhas e é preciso saber onde investir.
Mas, sempre que for possível, escolham profissionais cujo trabalho vocês verdadeiramente admirem e em quem consigam depositar confiança, não porque fazem um preço melhor… Profissionais experientes, que conhecem o espaço, que já trabalharam juntos e sabem como aquela engrenagem funciona fazem uma diferença que talvez a gente só perceba no dia.
Porque chega um momento em que a noiva precisa parar de organizar o casamento e simplesmente vivê-lo. No nosso dia, eu não queria conferir se algo estava no lugar, perguntar se determinado fornecedor havia chegado ou me preocupar se o cronograma estava sendo cumprido. Eu queria olhar para o Benjamin, para nossa família, para nossos amigos e pensar: “Chegou. É hoje.” E foi exatamente isso que aconteceu.
Então, meu primeiro conselho é: confiem nas suas contratações. Escolham bem antes para que, quando o grande dia chegar, vocês possam entregar o casamento nas mãos da equipe e guardar as próprias mãos apenas para abraçar, brindar, dançar e segurar a mão de quem vocês escolheram para a vida.
Tenham uma excelente cerimonialista. Talvez esse seja o conselho-chave, porque uma boa cerimonialista vai ajudar, inclusive, em tudo o que falei no primeiro item. Mas não procurem apenas uma profissional competente. Procurem alguém com quem vocês tenham conexão. A cerimonialista provavelmente será uma das pessoas com quem vocês mais conversarão durante todo o processo.
É para ela que vocês vão mandar aquela mensagem animada quando encontrarem alguma coisa maravilhosa, é com ela que vão comemorar quando um fornecedor superar as expectativas e, muitas vezes, é também com ela que vão desabafar quando surgir uma intercorrência, uma insegurança ou simplesmente aquele cansaço que aparece no meio do caminho. Por isso, ela precisa combinar com o casal.
Precisa ser alguém acessível, em quem vocês confiem e com quem gostem de conversar. Porque, no fim, a cerimonialista não cuida apenas de horários, fornecedores e cronogramas. Ela protege a tranquilidade dos noivos para que eles possam estar presentes na própria história.
Invistam nas memórias. Porque, depois de sonhar, planejar e preparar cada detalhe durante tantos meses, existe uma coisa quase injusta sobre o casamento: ele passa rápido demais. São tantas emoções acontecendo ao mesmo tempo que é impossível absorver tudo. Enquanto você vive uma coisa, outras dez estão acontecendo ao seu redor.
Existem olhares que você não viu, lágrimas que não percebeu, abraços acontecendo do outro lado da festa, detalhes que foram preparados durante meses e que, naquele turbilhão maravilhoso, você nem conseguiu observar. É por isso que meu terceiro conselho é: caprichem muito na escolha da equipe de fotografia e vídeo. Eles serão os guardiões da memória de vocês.
No nosso caso, isso era tão importante que o Giovani Garcia, nosso fotógrafo, foi o primeiro fornecedor que procuramos. Antes mesmo de definirmos definitivamente a data, ligamos para ele e perguntamos quando estaria disponível. Queríamos que ele estivesse conosco.
E com o vídeo não foi diferente: ter o Luís, da Gomovie, e toda a equipe registrando nossa história foi uma escolha que ganhou ainda mais significado depois que o casamento passou. Porque flores passam. A música termina. As luzes se apagam. O vestido volta para a capa. Os convidados retornam para casa. E aquele dia que vocês esperaram por tanto tempo, de repente, vira ontem. Mas então chegam as fotografias.
Chegam os vídeos. E vocês percebem que podem voltar. Podem rever aquele olhar antes do altar, escutar novamente uma risada, descobrir uma lágrima que não tinham visto, assistir ao abraço de alguém querido e reviver detalhes que a emoção daquele dia não permitiu guardar. Foto e vídeo não são apenas registros de um casamento. São a possibilidade de visitar novamente um dos dias mais importantes da nossa vida.
Porque o casamento passa, e passa depressa demais. Mas quando a memória é bem guardada, aquele dia encontra uma maneira de não terminar nunca.
IC Serviços
Fotografia Giovani Garcia | Vídeo Go Movie | Celebrante Dom Diogo Celebração | Assessoria e cerimonial Nathalia Lischt Cerimonial | Decoração e flores Fabiane Gabrich | Local Vale dos Desejos | Vestido da noiva Carlos Bacchi | Cabelo e maquiagem da noiva Necessaire Fashion | Acessórios da noiva Tannus | Anel de noivado Tiffany & Co.
| Véu da noiva Dzeitune | Sandália da noiva Alexandre Birman | Cerimônia coreana, decoração, hanbok e acessórios Wedding Genesis | Traje do noivo Ricardo Almeida | Sapato do noivo Wallford Brasil | Relógio do noivo Tudor | Alianças Tannus | Buffet Maria Luiza Buffet | Bolo, doces e bem-casados Bem-Casados Imperial | Macarons Ateliê de Lisa | Móveis Chiavari | Som, iluminação, pista, tela de LED e DJ Vitor Ventura | Iluminação cênica Cenário Iluminação e Aéreos | Música da cerimônia Camerata Vivace e Patricia Scagliusi | Banda Baile do Zen | Bar e estações de whisky e soju Lola’s Open Bar | Kombi de chope Kombella Beer | Buquê e lapela do noivo Bia Gelli | Lapelas dos padrinhos Fabiane Gabrich | Louças e mesa posta Santeh Mesa Posta | Convites e papelaria Papel e Estilo | Identidade visual Chez Jolie Design, Júlia Gabrich | Eternização do buquê Letícia Ateliê Floral | Transporte Agille Turismo | Segurança e valet Falcão Negro Eventos | Engraxate do noivo e padrinhos Joia Nascimento

