No Instituto Ricardo Brennand, cantora reuniu familiares e amigos em uma cerimônia marcada pela música brasileira, pelo artesanato regional e por uma decoração que transformou memórias afetivas em elementos da celebração.

Depois de uma cerimônia intimista no sertão da Paraíba, Juliette Freire e Kaique Cerveny celebraram novamente sua união nesta quinta-feira, 29 de outubro, no Instituto Ricardo Brennand, em Recife, Pernambuco. Desta vez, o casal reuniu familiares, amigos e personalidades da música e do entretenimento brasileiro para uma comemoração que valorizou a cultura nordestina, as tradições familiares e a trajetória da cantora.

A cerimônia religiosa aconteceu na Capela de Nossa Senhora das Graças, localizada no complexo cultural do instituto. Com arquitetura de inspiração gótica e elementos medievais, o templo recebeu os convidados para uma celebração marcada pela emoção. Juliette entrou ao som de Asa Branca, de Luiz Gonzaga, uma escolha musical que reforçou sua ligação com o Nordeste.

Entre os convidados estavam Anitta, Elba Ramalho, Chico César, Gilberto Gil, Flora Gil, Giovanna Ewbank, Bruno Gagliasso, Bianca Andrade, Gil do Vigor, Duda Beat e Vitória Strada. Parte desses nomes também integrou o grupo de padrinhos do casal.

Um dos momentos mais emocionantes aconteceu após a troca de alianças, quando Liniker cantou Caju para os recém-casados, acompanhada pela atmosfera musical que marcou toda a celebração.

Do sertão da Paraíba ao Recife: duas celebrações conectadas pela história da noiva

O casamento no Instituto Ricardo Brennand deu continuidade às comemorações iniciadas em 30 de setembro, no Lajedo de Pai Mateus, em Cabaceiras, no Cariri paraibano.

Na primeira cerimônia, Juliette e Kaique estiveram acompanhados apenas pelos pais e irmãos. A escolha do local representou o desejo da cantora de compartilhar suas origens com a família do noivo, em uma experiência que incluiu tradições regionais, música e momentos de convivência.

Em Recife, essa proposta ganhou uma nova dimensão. Com uma estrutura maior e a presença de amigos próximos, a celebração manteve a cultura nordestina como elemento central, desta vez presente também na decoração, na gastronomia, na moda e nas lembranças oferecidas aos convidados.

“Eu queria que esse dia tivesse a nossa cara e carregasse um pouco de tudo o que nos trouxe até aqui. O Nordeste faz parte de quem eu sou, da minha história, da minha família e da forma como enxergo a vida”, declarou Juliette.

Juliette e Kaique Cerveny celebram segundo casamento em Recife com homenagem às raízes nordestinas
Juliette e Kaique Cerveny celebram segundo casamento em Recife com homenagem às raízes nordestinas
Juliette e Kaique Cerveny celebram segundo casamento em Recife com homenagem às raízes nordestinas
Juliette e Kaique Cerveny celebram segundo casamento em Recife com homenagem às raízes nordestinas
Juliette e Kaique Cerveny celebram segundo casamento em Recife com homenagem às raízes nordestinas

Vestido de noiva de Juliette foi assinado por Carlos Bacchi

Para a segunda cerimônia, Juliette escolheu uma criação do estilista Carlos Bacchi, reconhecido por seus vestidos de noiva de construção elaborada e acabamento artesanal.

O modelo combinou seda brasileira com tecidos produzidos a partir de garrafas PET, incorporando materiais de diferentes origens à proposta do traje.

A escolha deu continuidade à valorização do trabalho artesanal presente no primeiro casamento. Na cerimônia realizada no Cariri, a cantora havia usado um vestido do Rebeca Nepomuceno Atelier, que incorporava peças de crochê confeccionadas por sua avó.

Assim, as duas produções acompanharam as propostas das celebrações: a primeira, profundamente familiar, com uma homenagem direta à avó; a segunda, pensada para a cerimônia religiosa e a comemoração com um grupo maior de convidados.

Juliette e Kaique Cerveny celebram segundo casamento em Recife com homenagem às raízes nordestinas
Juliette e Kaique Cerveny celebram segundo casamento em Recife com homenagem às raízes nordestinas
Juliette e Kaique Cerveny celebram segundo casamento em Recife com homenagem às raízes nordestinas

Decoração transforma algodão, barro e referências nordestinas em uma experiência visual

A decoração foi um dos grandes destaques do casamento. Desenvolvida a partir do conceito “céu à terra”, a proposta reuniu materiais naturais, referências artesanais e elementos contemporâneos para criar uma ambientação conectada à identidade de Juliette.

No jardim do Instituto Ricardo Brennand, uma passarela branca conduzia à área da cerimônia, enquanto grandes quantidades de algodão compunham a paisagem ao redor. A escolha do material tinha um significado familiar: a avó da cantora trabalhou com algodão, elemento que passou a representar uma ligação entre diferentes gerações.

A composição criou um contraste entre a brancura do algodão, o verde dos jardins e as construções do instituto. A fonte central, as esculturas e a paisagem natural integraram o conjunto, dando à área externa uma identidade própria.

Segundo as informações divulgadas sobre o projeto, o algodão utilizado na celebração será reintegrado à cadeia produtiva para a criação de novos produtos.

Na recepção, a decoração ganhou tons terrosos e uma atmosfera acolhedora. Peças de barro, velas e composições florais com algodão preencheram os ambientes, valorizando texturas e materiais associados à cultura regional.

As mesas de doces foram organizadas sobre estruturas de formas arredondadas, em tonalidades próximas às da cerâmica. Vasos e suportes de diferentes alturas criaram movimento na composição, enquanto a iluminação quente destacou os detalhes artesanais.

Em um dos ambientes, grandes estruturas suspensas receberam arranjos de algodão, criando uma composição aérea que dialogava com as mesas e os elementos decorativos.

A proposta também incluiu peças de barro confeccionadas por artesãos de Tracunhaém, município pernambucano conhecido pela tradição ceramista.

O resultado foi uma decoração que articulou elementos da natureza, produção artesanal e referências familiares, estabelecendo uma identidade visual coerente com a história da noiva.

Gastronomia e doces valorizam sabores e técnicas do Nordeste

A culinária também participou da homenagem à região. O menu foi assinado pelo chef paraibano Onildo Rocha, que trabalhou ingredientes e referências da gastronomia nordestina em preparações contemporâneas.

A mesa de doces acompanhou a mesma proposta estética. O bolo, produzido pela Cake Hannouche, e os doces, assinados por Lana Bandeira, trouxeram referências aos desenhos das rendas nordestinas.

Nas imagens da celebração, os doces aparecem distribuídos em suportes de inspiração artesanal, entre peças de cerâmica, velas e arranjos de algodão. A combinação reforçou a unidade visual do projeto e integrou a gastronomia à decoração.

A atenção aos detalhes também esteve presente nas lembranças preparadas para os convidados.

Entre elas, estavam bolsas de crochê produzidas por mulheres da comunidade do Marinho, em Boqueirão, na Paraíba, e pedras personalizadas com os nomes dos presentes.

As peças de pedra foram confeccionadas por participantes do projeto Ressignificarte, desenvolvido em parceria com a Arte Pedras. A iniciativa promove a capacitação artesanal de mulheres em processo de ressocialização na Penitenciária Feminina de Abreu e Lima, em Pernambuco.

Ao incorporar esses trabalhos à celebração, o casal deu visibilidade a técnicas tradicionais e iniciativas de geração de oportunidades por meio do artesanato.

Juliette e Kaique Cerveny celebram segundo casamento em Recife com homenagem às raízes nordestinas
Juliette e Kaique Cerveny celebram segundo casamento em Recife com homenagem às raízes nordestinas
Juliette e Kaique Cerveny celebram segundo casamento em Recife com homenagem às raízes nordestinas

Música brasileira marca a cerimônia e a festa

A programação musical reuniu artistas de diferentes gerações e estilos, acompanhando a proposta de celebrar a cultura brasileira.

Durante a cerimônia, a Orquestra Sonata participou das apresentações ao lado de Liniker e Agnes Nunes. A orquestra também esteve presente no jantar, mantendo a música ao vivo como parte da experiência dos convidados.

Depois da cerimônia religiosa, a comemoração ganhou um ritmo mais festivo, com apresentações de Xand Avião e Psirico, além dos DJs Felipe Mar e Cabra.

A seleção musical reuniu diferentes expressões da música nacional, incluindo ritmos populares associados ao Nordeste, e acompanhou os convidados ao longo da noite.

Um casamento que compartilha memórias e tradições

Ao escolher Recife para a segunda celebração, Juliette e Kaique ampliaram a experiência iniciada no Cariri paraibano. Os dois encontros tiveram formatos diferentes, mas compartilharam a intenção de aproximar as famílias e valorizar referências importantes para a cantora.

A primeira cerimônia destacou a intimidade familiar, com o crochê da avó no vestido, a participação dos irmãos nos preparativos e as tradições do sertão.

Já o casamento no Instituto Ricardo Brennand reuniu essas memórias em uma celebração de maior proporção, incorporando o algodão, a cerâmica, a renda, a gastronomia e a música brasileira a diferentes momentos da festa.

“Cada escolha teve um significado, desde os materiais e o trabalho dos artesãos até a música e os sabores”, afirmou Juliette.

Entre a paisagem do sertão e os jardins do instituto, o casal construiu duas celebrações que, embora distintas, mantiveram a história e as origens da noiva como referências para as escolhas do casamento.

IC Serviços

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