Em uma das celebrações de sua união com Kaique Cerveny, cantora escolheu o Lajedo de Pai Mateus para reunir a família, valorizar as tradições nordestinas e resgatar memórias de sua infância.
Antes de reunir amigos e familiares para uma grande celebração em Recife, Juliette Freire escolheu voltar às suas origens para viver um dos momentos mais especiais de sua história com Kaique Cerveny. No dia 30 de setembro, a cantora e o atleta se casaram em uma cerimônia intimista no Lajedo de Pai Mateus, em Cabaceiras, no Cariri paraibano, cercados pela paisagem do sertão e pela presença dos pais e irmãos do casal.
A escolha do destino esteve diretamente ligada à trajetória da artista, natural de Campina Grande, na Paraíba. Para Juliette, o casamento também representava uma oportunidade de apresentar à família de Kaique as referências culturais, os costumes e os lugares que marcaram sua formação.
Com uma programação que começou em Campina Grande e seguiu até Cabaceiras, a experiência foi pensada para aproximar as duas famílias e compartilhar aspectos da identidade nordestina da noiva.
“Eu queria que eles vivessem essa imersão, que entendessem quais são as nossas bases e conhecessem o nosso ponto de vista, a nossa cultura e os nossos ancestrais”, explicou Juliette.

Uma cerimônia entre as paisagens do Cariri paraibano
Conhecido por suas formações rochosas e pela paisagem característica do semiárido, o Lajedo de Pai Mateus foi escolhido por sua importância afetiva para Juliette. A cantora já havia demonstrado sua ligação com a região, que considera um lugar de força e reconexão com suas raízes.
Dessa vez, o cenário recebeu uma cerimônia reservada, com a presença apenas dos familiares mais próximos. A proposta valorizou a intimidade do encontro e permitiu que o casal compartilhasse a ocasião com as pessoas que acompanharam suas trajetórias.
A celebração foi conduzida por Juzéh, amigo de Juliette que também possui uma ligação especial com sua carreira. Foi ele quem apresentou à artista a música Deus Me Proteja, de Chico César, que ganhou importância em sua história.
A escolha do celebrante reforçou o caráter pessoal da cerimônia, marcada por referências que fazem parte da vida da noiva.
Após a troca de votos, a comemoração seguiu com elementos tradicionais da cultura nordestina. Fogueira, forró, música e comidas regionais fizeram parte do encontro, proporcionando aos familiares de Kaique uma experiência próxima dos costumes que Juliette desejava compartilhar.
Vestido de Juliette traz crochê confeccionado pela avó
Entre os detalhes mais significativos do casamento esteve o vestido de noiva, assinado pelo Rebeca Nepomuceno Atelier. A criação incorporou peças de crochê confeccionadas pela avó de Juliette, transformando o trabalho artesanal da família em parte do traje escolhido para a cerimônia.
A presença do crochê trouxe um significado afetivo à produção. Ao incluir peças feitas pela avó, Juliette encontrou uma maneira de levar para o altar uma lembrança familiar e, ao mesmo tempo, valorizar uma técnica artesanal associada à transmissão de conhecimentos entre gerações.
A escolha de Rebeca Nepomuceno também acompanhou o desejo da cantora de destacar suas origens nordestinas. O vestido reuniu a criação de uma estilista da região e o trabalho manual de uma mulher de sua própria família, estabelecendo uma conexão entre moda, memória e identidade.
O envolvimento dos familiares também esteve presente nos preparativos de beleza. Juliette optou por fazer a própria maquiagem e ainda maquiou sua mãe, enquanto um dos irmãos ficou responsável pelos cabelos da família.
Esses momentos reforçaram a proposta de uma celebração próxima e familiar, na qual os preparativos também fizeram parte das lembranças compartilhadas.

Uma despedida de solteira sobre duas rodas
As referências à infância de Juliette não ficaram restritas à cerimônia. Antes do casamento, a cantora participou de uma trilha de moto com os irmãos pelas estradas do Cariri, escolhendo a atividade como uma maneira particular de marcar sua despedida de solteira.
A experiência teve relação direta com a história da família, que mantém uma ligação com a mecânica e o motociclismo.
“Meus irmãos são mecânicos, meu pai também. A gente sempre foi muito conectado com moto, trilha, mecânica, essas coisas”, contou a artista.
Para Juliette, a atividade representou uma oportunidade de compartilhar um momento com os irmãos antes de iniciar uma nova etapa ao lado de Kaique.
“Então vai ser minha última trilha antes de casar, um momento meu e dos meus irmãos, misturando também as nossas histórias”, completou.
A escolha também dialogou com a estética do ensaio pré-wedding realizado na região, no qual a cantora apareceu vestida de noiva sobre uma motocicleta e em cenários do interior paraibano.



Uma das celebrações do casamento de Juliette e Kaique
A cerimônia no Lajedo de Pai Mateus integra uma programação de comemorações preparada pelo casal. Após o encontro reservado no sertão, Juliette e Kaique também terão uma segunda celebração no Instituto Ricardo Brennand, em Recife, com a presença de amigos e outros convidados.
As duas ocasiões apresentam propostas diferentes. Enquanto a celebração em Pernambuco reunirá um número maior de pessoas, o casamento no Cariri foi dedicado à convivência familiar e à valorização das origens da cantora.
A escolha do local, o vestido com crochê feito pela avó, a participação dos irmãos nos preparativos e as tradições nordestinas presentes na comemoração ajudaram a construir uma cerimônia conectada à história de Juliette.
Ao levar Kaique e sua família para conhecer de perto os lugares e costumes que fazem parte de sua trajetória, a artista transformou essa primeira celebração em uma oportunidade de compartilhar suas memórias e apresentar as referências que deseja preservar na família que está construindo.

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vídeo Yoshio Yoneoka | vestido da noiva Rebeca Nepomuceno Atelier | styling Fabiana Leite | fotografia Gabriel Diniz | celebrante Juzéh | local Lajedo de Pai Mateus | produção Que Visu

