Os trabalhadores dos Correios iniciaram, nesta sexta-feira (11), uma greve nacional por tempo indeterminado. A paralisação foi aprovada em assembleias realizadas em diversas regiões do país após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela empresa durante a campanha salarial. A mobilização atinge grande parte dos estados brasileiros e pode provocar atrasos na entrega de cartas, encomendas e demais serviços postais.

Segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), um dos principais motivos da greve é o impasse em torno do plano de saúde dos empregados. Os trabalhadores alegam que mudanças propostas pela direção da empresa podem comprometer a assistência médica de funcionários, aposentados e dependentes. A categoria também cobra avanços nas negociações salariais e a preservação de direitos trabalhistas.

Em nota, os Correios informaram que estão adotando medidas para reduzir os impactos da paralisação. Entre elas estão o remanejamento de equipes, reforço das operações e ajustes logísticos para manter, sempre que possível, a regularidade das entregas. A empresa afirma ainda que apresentou uma proposta que contemplava a maior parte das cláusulas do acordo coletivo vigente e reforçou o compromisso de continuar negociando com os representantes dos trabalhadores.

Para quem aguarda encomendas, especialmente compras feitas pela internet, a orientação é acompanhar o rastreamento pelos canais oficiais dos Correios e considerar a possibilidade de atrasos enquanto a greve permanecer em vigor. Ainda não há previsão para o fim da paralisação, e novas negociações entre a empresa e os sindicatos devem ocorrer nos próximos dias.