A chuva de meteoros Orionídeas atinge seu pico de atividade entre a noite desta quarta-feira (21) e a madrugada de quinta-feira (22). O fenômeno poderá ser observado em todo o Brasil, sem a necessidade de telescópios ou equipamentos especiais. Segundo a Organização Internacional de Meteoros (IMO), a expectativa é de aproximadamente 20 meteoros por hora em condições ideais.
De acordo com o Observatório Nacional, os meteoros dessa chuva são conhecidos pela velocidade e pelo brilho intenso. Alguns fragmentos podem atingir 66 quilômetros por segundo ao entrar na atmosfera terrestre, produzindo rastros luminosos que permanecem visíveis por alguns instantes.
Apesar de o fenômeno ser visível em todo o território nacional, as regiões Norte e Nordeste apresentam uma pequena vantagem. Isso acontece porque a constelação de Órion, de onde os meteoros parecem surgir, alcança uma posição mais elevada no céu dessas localidades.
Qual é o melhor horário para observar?
O período mais favorável para acompanhar a chuva de meteoros será após a meia-noite, principalmente nas horas que antecedem o amanhecer de quinta-feira (22).
Neste ano, a Lua crescente poderá dificultar a observação, já que sua luminosidade reduz a visibilidade dos meteoros menos brilhantes. Por isso, a recomendação é esperar que ela se ponha, deixando o céu mais escuro.
O horário exato varia conforme a localização do observador. Além disso, a presença de nuvens e a iluminação artificial das cidades podem comprometer a experiência.
Qual é a relação da chuva de meteoros com o cometa Halley?
As Orionídeas são formadas por partículas de poeira e pequenos fragmentos deixados pelo cometa Halley durante suas passagens pelo Sistema Solar.
Quando a Terra atravessa essa região de detritos, os fragmentos entram na atmosfera em alta velocidade e produzem os rastros luminosos conhecidos popularmente como estrelas cadentes.
O cometa Halley completa uma volta ao redor do Sol aproximadamente a cada 76 anos. Sua última passagem ocorreu em 1986, e o próximo retorno está previsto para 2061.
O mesmo cometa também é responsável pelas Eta Aquáridas, outra chuva de meteoros que ocorre anualmente em maio.
Como observar a chuva de meteoros?
Segundo o Observatório Nacional, não é necessário utilizar binóculos ou telescópios para acompanhar o fenômeno. A observação pode ser feita a olho nu, desde que as condições do céu sejam favoráveis.
Para aumentar as chances de visualizar os meteoros, algumas recomendações são:
procurar um local seguro e afastado da iluminação urbana;
escolher um ambiente com visão ampla do céu;
evitar o uso de celulares e outras fontes de luz durante a observação;
permanecer alguns minutos no escuro para permitir que os olhos se adaptem à baixa luminosidade.
No Brasil, a direção nordeste pode servir como referência para localizar a constelação de Órion, conhecida pelas estrelas Três Marias. Entretanto, os meteoros podem aparecer em diferentes regiões do céu. Por isso, o ideal é não concentrar o olhar em um único ponto.
Embora o pico ocorra nesta semana, as Orionídeas permanecem ativas até 7 de novembro. Assim, ainda será possível observar meteoros associados ao fenômeno nos próximos dias, embora em menor quantidade.

