A Apple apresentou nesta quarta-feira (9) a nova geração de iPhones durante o evento “Surprise and Shine”, realizado no Steve Jobs Theater, em Cupertino (EUA). A empresa revelou o iPhone 18 Pro, o iPhone 18 Pro Max e, pela primeira vez em sua história, um smartphone com tela dobrável: o iPhone Duo. A apresentação também marcou a estreia de John Ternus no comando da Apple, após a sucessão de Tim Cook, que assumiu como presidente executivo da companhia no dia 1º de setembro.
Não houve o lançamento de um iPhone 18 “padrão” este ano — esse modelo deve ficar reservado para 2027, junto de opções mais acessíveis da linha.
iPhone 18 Pro e Pro Max
Os dois modelos trazem o novo chip A20 Pro, fabricado em processo de 2 nanômetros, que a Apple descreve como o mais rápido já usado em um iPhone. Entre as novidades estão o modem C2, desenvolvido internamente pela Apple, uma câmera principal com abertura variável e bateria com autonomia de até 45 horas de reprodução de vídeo.
O iPhone 18 Pro mantém a tela de 6,3 polegadas, enquanto o Pro Max segue com 6,9 polegadas. O armazenamento passa a alcançar, pela primeira vez em um iPhone, a marca de 2 TB.
Preços nos Estados Unidos:
• iPhone 18 Pro (256 GB): a partir de US$ 1.199
• iPhone 18 Pro Max (256 GB): a partir de US$ 1.299
Preços no Brasil:
• iPhone 18 Pro: a partir de R$ 11.999
• iPhone 18 Pro Max: a partir de R$ 12.999
Os valores representam um aumento de cerca de US$ 100 em relação à geração anterior, o iPhone 17 Pro. A Apple atribui parte da pressão nos preços à alta no custo global de memória RAM, usada também em servidores de inteligência artificial.
As pré-vendas começam no sábado (12), e o iOS 27 chega como atualização gratuita na segunda-feira (14), antes da chegada dos aparelhos às lojas em 18 de setembro.
iPhone Duo: o primeiro dobrável da Apple

A grande novidade do evento foi o iPhone Duo, primeiro smartphone dobrável da Apple, que chega ao mercado depois de rivais como Samsung, Motorola, Xiaomi e Oppo já atuarem no segmento há anos.
O aparelho tem formato de livro, com uma tela externa Super Retina XDR de 5,4 polegadas e um painel interno dobrável de 7,6 polegadas em OLED, com acabamento de nanotextura contra reflexos e marcas de dedos. A estrutura é construída em titânio de grau aeroespacial, incluindo a área da dobradiça.
Principais características:
• Chip A20 Pro, com CPU de seis núcleos e GPU de sete núcleos
• Duas câmeras traseiras Fusion de 48 MP (uma delas ultra-wide)
• Câmera frontal de 12 MP posicionada sob a tela interna
• Autenticação por Touch ID no botão lateral, já que o Duo não conta com Face ID
• Recurso Split View, para uso de dois aplicativos lado a lado
• Bateria dupla, com até 31 horas de reprodução de vídeo no display interno
Segundo John Ternus, “o iPhone Duo é a mudança mais transformadora no iPhone desde o original”.
Preços nos Estados Unidos: a partir de US$ 1.999 (256 GB)
Preços no Brasil: de R$ 21.999 a R$ 30.999, em quatro configurações de armazenamento (256 GB, 512 GB, 1 TB e 2 TB)
O aparelho estará disponível nas cores Star White (branco) e Night Sky (preto). A pré-venda no Brasil começa em 16 de outubro, com chegada às lojas em 23 de outubro — cronograma mais tardio que o dos modelos Pro.
Outros lançamentos do evento
A Apple também renovou parte de sua linha de acessórios:
• AirPods 5: cancelamento de ruído até 50% mais eficaz, tradução em tempo real e acesso à Siri por comando de voz. Preço a partir de US$ 129 (versão básica) e US$ 149 (com carregamento sem fio). Chegam às lojas em 18 de setembro.
• Apple Watch Series 12 e Apple Watch Ultra 4: novos processadores e sistema de monitoramento cardíaco mais frequente, incluindo pontuação de prontidão física. No Brasil, a partir de R$ 5.499 e R$ 10.499, respectivamente.
O que muda com a chegada do dobrável
Analistas apontam que o iPhone Duo entra no mercado em um patamar de preço mais alto que o dos modelos Pro, o que sugere uma estratégia de teste de aceitação do formato — sem substituir o design tradicional, que continua sendo o carro-chefe da marca. Para efeito de comparação, o Galaxy Z Fold7 da Samsung, concorrente direto, é vendido por valor significativamente menor no Brasil.


